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Karina Buhr na véspera do feriado!

Babados no baile. Karina Buhr na véspera do feriado no Studio PE, digo, SP.

Comentário mulherzinha:  tô amando todas as roupas dela. Arrasa, bem.

For all de Olinda em São Paulo!

“Fui num forró que era toda quarta-feira, mas que beleza, só via mulher chegar. Fui num forró que era toda quarta-feira, no gemido da rabeca, quero ver mulher suar”

Aí eu pergunto, nunca foi no Xinxim da Baiana nas lendárias noites de quarta-feira em Olinda? Desde 2006 que o forró rabecado do Quarteto Olinda faz o tamboco dos pés olindenses cairem de tanto dançar. Entre a reclamação de um vizinho até a proibição da festa no Xinxim (que graças a Oxum não é mais proibida), os meninos gravaram CD e rodaram por Pernambuco levando forró de qualidade e sem dançarinos semi-nus. É uma das principais atrações da cena Olindense e arrasta gente de Recife e Jaboatão (salvem as setubianas!).  E o mais importante: é uma das poucas bandas pernambucanas do circuito alternativo que ainda não deixou sua cidade para trás.

Cláudio Rabeca na rabeca (né) e voz, e como já diz a música que abre esse post, “Yuri no baixo, Bruno no mineiro, Guga na zabumba e O Rasta no pandeiro”, os meninos vão aportar em terras paulistas essa semana já. Dia 2 de maio eles tocam no SESC Bauru, dia 6 no SESC Ribeirão Preto e dia 9 no SESC Campinas.

E SÃO PAULO????!!!!!!

Pois é, ainda tô bege que o Studio PE, digo SP, Sarajevo ou no mínimo Canto da Ema não estão sabendo da vinda do Quarteto Olinda. Se tiver um número SAC aí, me passa que eu ligo.

Quer saber mais? Indicar para um amigo que mora em Bauru, Ribeirão Preto ou Campinas? Segue:

SESC Bauru – 2 de maio – 16h – GRÁTIS

SESC Ribeirão Preto – 6 de maio – 21h – R$ 10 (inteira) / R$ 5 (meia)

SESC Campinas – 9 de maio – 15h30 – GRÁTIS


MySpace: www.myspace.com/quartetoolinda

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Se joga no Studio SP!

Assim que cheguei a São Paulo (pela última vez), tinha contrações de parto sempre que atendia ligações dos meus amigos em Recife e Olinda: “Sheeeeeeeeeeyla! Estamos brindando no Recife Antigo em sua homenagem!”. Nesses finais de semana tediosos dos primeiros dias em São Paulo, eu ficava em casa enclausurada na minha antiga residência situada na Zona Lost, para os mais íntimos.

A TV não funcionava, o rádio menos ainda. Ao meu redor só existia o Brás, a chuva vinha com raios e trovões. Quem era louco de sair com aquele tempo? Eu, com sombrinha de frevo e tudo!

Descobri o Studio SP. O show de batizado foi o de Eddie, eu não poderia acreditar que um lugar como esse pudesse existir em Sampa. Na antiga casa, havia o primeiro andar com o projeto Cedo e Sentado. No momento não me recordo de quem tocava, sei que a persona dedilhou algumas cordas no violão até às 22h. Era cedo e eu estava sentada a tomar algum refresco.

O local era uma espécie de casarão à lá paulistana. Aqui existem muitas casas estreitas, mas que se tornam gigantescas com alguns andares para cima e para baixo. Embaixo do céu e acima do chão estavam confinadas muitas, eu digo muitas pessoas a espera de Eddie. Na linha de frente do palco, Karina Buhr e Xico Sá. Na linha do fundo, uma multidão de meninas de saia, chinelo e quem diria, até o ex-jogador de futebol Raí estava curtindo! Só gente phina, bem!

Eu do ladinho compartilhei a tietagem saudosa de ver Olindenses tão de perto e com a casa cheia! “Que bonito, que lindo! Um monte de gente sorrindo, dividindo o mesmo entusiasmo!”. Gente demais, num espaço minúsculo! Diga adeus à claustrofobia ou você não entra no Studio SP, esse era o meu lema.

Da badalada Vila Madalena para a não tão menos agitada Rua Augusta. Esta merece um post especial mais para frente, quem vem à Paulicéia e não visita a Augusta, não conhece o tempero doce-amargo da noite paulistana.

O novo Studio SP mudou de casa e de cara. Mais escuro e mais nocivo aos pulmões asmáticos, o lugar é bem mais amplo (e abafado ao mesmo tempo) e os banheiros mais espaçosos, com espelhos por todo lado para alegria das mulheres.

“O público mudou pouco, pelo que eu percebi. Acho que juntou o público fiel ao Studio e os novos da Augusta. O ambiente anterior era melhor, pois tinha uma parte aberta que era da hora! Mas esse é maior, dá pra ver melhor o show, sem ser apertado como antes”, disse Diego Cruz, 24 anos. Radialista e um dos primeiros amigos paulistas que fiz por cá, Diego já se jogou em shows como os de Del Rey, Mombojó, Cidadão Instigado e 3 Na Massa.

E quem diria, até Circe Ferrario, 25 anos, muy amiga e muy pernambucana, acharia também sua diversão por cá. “Adoro, eu fui pra Del Rey, Eddie, Mombojó…”, enfatiza a jovem publicitária da F/Nazca. Sim, meu bem, já se foram os tempos em que nordestinos no Sudeste eram somente pedreiros, sem desmerecer àqueles que de fato ergueram São Paulo.

Com classe, o Studio SP completa 3 anos de existência apresentando shows no Auditório Ibirapuera. Marcelo Camelo (não me perguntem de Mallu Magalhães) e Daniel Ganjaman (“Ganjaman! Vai! Vai!” – Otto MTV Ao Vivo) são alguns dos presentes na hora de apagar as velinhas.

Já quem gosta de música made in PE, pode dar uma checada no site da casa, que trará daqui pro final do ano Del Rey, Eddie, Otto e Junio Barreto (participações do show de Barbara Eugenia). www.studiosp.org.

Dica phina! Aproveite!

Por Sheyla Ventura. Publicado em 25 de novembro de 2008.